Review – Bíblia da Mulher de Fé

Confira o vídeo da irmã Vanessa Bolota do Ministério Nascido de Novo trazendo para você uma bela indicação em Forma de Review de Bíblia para Mulher.

A Bíblia da mulher de fé oferece inspiração e recursos especiais para leitoras em busca de uma comunhão diária com Deus e sua Palavra. Além do texto das Escrituras Sagradas, são 366 devocionais com lições e conselhos valiosos. Seja qual for o seu perfil – jovem, mãe, avó, solteira, casada, dona de casa, empresária –, esta obra foi criada para mulheres como você. Recursos especiais da Bíblia da mulher de fé:

• 366 devocionais abrangendo temas como graça, esperança, cura, alegria, fé e amor, entre outros.

• Estudos e notas elaborados por palestrantes e escritoras cristãs ligadas ao movimento internacional Mulheres de Fé, como Sheila Walsh, Mary Graham e Luci Swindoll.

• Indexação temática de textos devocionais e Escrituras relacionadas.

• Texto bíblico da Nova versão internacional, que reúne clareza, elegância e fidelidade aos originais.

• Projeto gráfico em duas cores e diagramação especial para tornar a leitura mais agradável.

• Artigos especiais para novas convertidas.

• Biografia das Mulheres de Fé que colaboraram com a Bíblia.

Bíblia de Estudo Apologia Cristã – review

Fotos da Bíblia de Estudo Apologia Cristã:

Vídeo da Bíblia de Estudo Apologia Cristã da CPAD:

A Bíblia de Estudo Apologia Cristã, reedição da Bíblia Defesa da Fé, ajudará os cristãos de hoje a entender, defender e proclamar sua fé em meio a um tempo de crescente relativismo moral e espiritual.

Mais de uma centena de artigos e questões sobre fé e ciência fornecem uma experiência recompensadora a cada estudo. Ainda apresenta como diferencial uma introdução para cada livro da Bíblia focada nos elementos inerentes à apologética e perfis históricos de apologistas desde Justino a C.S.Lweis.

Também apresenta valiosas contribuições dos mais consagrados apologistas modernos como: Charles Colson, Norman Geisler, Hank Hanegraaff, Josh Mc Dowell e mais de 90 outros colaboradores.

Esta valiosa ferramenta constitui um recurso singular para declarar as razões de nossa fé, respondendo às grandes questões da vida. Como posso ter certeza que Deus existe? A Bíblia Sagrada é verdadeira e confiável? Tenho um destino que vai além da minha vida na terra? Estas e diversas outras perguntas são respondidas em mais de 100 artigos sobre os mais variados assuntos:

– Ética
– Interpretando a Bíblia à luz da Ciência
– Impacto da Arqueologia E História em nossa compreensão da Bíblia
– A Bíblia à luz da Teologia
– Fé Cristã e sistema de crenças não-cristãs
– Fé Cristã e a Filosofia

Nesta Bíblia você também conta com os seguintes recursos.

– Notas de estudo que explicam “problemas” alegados em passagens da Bíblia
– 58 notas sobre interpretações distorcidas das Escrituras
– Índice especial de artigos para rápido e fácil acesso
– Introdução dos livros com ênfase especial em apologia
– Pensamentos-chave de apologetas cristão
– Referências
– Página de Apresentação
– Plano de Salvação
– Cabeçalho de Tópicos
– Uma extensa biografia anotada
– Esboços biográficos de alguns dos maiores apologistas cristãos
– Quadros ilustrativos que mostram importantes descobertas arqueológicas em favor tanto do AT como do NT
– Um quadro mostrando como as evidências fornecidas pelos manuscrito a favor do NT comparam-se às evidências que são fornecidas por outros documentos antigos
– Quadros comparativos das religiões do mundo e os novos movimentos religiosos.

Manual do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento

O Manual do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento, escrito por um destacado estudioso na área de Novo Testamento, oferece ao leitor um roteiro para o estudo aprofundado do sem-número de referências ao Antigo Testamento presentes no Novo.

G. K. Beale, coeditor do Comentário Bíblico do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento, concentra-se nos métodos corretos de interpretação do uso que o Novo Testamento faz do Antigo, estendendo a alunos e pastores muitos dos conceitos, categorias e percepções necessários para que eles mesmos façam a sua exegese.

Conciso a ponto de se mostrar acessível, mas ao mesmo tempo completo o bastante para preservar sua utilidade, este manual será um guia confiável para todo estudante sério da Escritura.

Review do comentário bíblico do uso do antigo testamento no novo testamento

Um exame aprofundado das citações, das alusões e dos ecos do Antigo Testamento presentes de Mateus a Apocalipse.

Nesta grande obra G. K. Beale e D. A. Carson reuniram uma equipe de especialistas de renome com o propósito de isolar, catalogar e comentar casos presentes no Novo Testamento tanto de citações claras do Antigo quanto de alusões mais sutis às Escrituras hebraicas. O resultado desse trabalho cuidadoso foi este comentário abrangente das passagens do Antigo Testamento que aparecem citadas ou aludidas de Mateus a Apocalipse — uma ferramenta fundamental de consulta para compor a biblioteca de todo estudante do Novo Testamento!

Qual é o perigo de ser um Cristão de classe média que vive confortavelmente?

O que se segue é uma transcrição de áudio editada.

Hoje em dia, ser cristão na América é muito cómodo, burguês e respeitável. Quais são os perigos disto?

A Bíblia é muito clara em Timóteo 6:9 que transformar a piedade num meio para obter ganhos – ganhos financeiros – é mortal; e a mortalidade está no desejo de ser rico. Diz para não se desejar ser rico, pois “[o]s que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição.” (Timóteo 6:9, NVI). Por outras palavras, é suicida querer ser rico.

Um dos principais perigos de estar confortável no nosso Cristianismo é que, com o tempo, o conforto costuma passar a ser sentido como algo que Deus – ou o mundo – nos deve; e aquilo a que anteriormente chamávamos “luxo” passa a chamar-se “necessidade”. Cada vez mais queremos coisas, e garantias, e comodidades. E damos até com as nossas conversas com as pessoas a divagar para o assunto das excecionais coisas novas que acabámos de comprar e já não estamos a falar a língua do Reino. É uma espécie de gangrena dissimulada com um sorriso no rosto que corrói o coração do Reino.

Quando Jesus disse (Mateus 6:31-33, NVI) — “Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’. Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.” — estava a rogar-nos para não nos pormos numa situação em que estamos afogados em tralha. Por outras palavras, “Dediquem-se a energias mentais e emocionais que digam respeito a assuntos do Reino, e deixem que a comida e roupa e bebida se resolvam sozinhos”. E nós percebemos isto quase completamente ao contrário.

Pomo-nos em situações nas quais falamos sobre o que vestimos, sobre comida, brinquedos e casas, e só de vez em quando surge um assunto do Reino e, Cristo entra na conversa. Eu acho que Jesus está desgostoso com isto e quer que mudemos de atitude.

Falem sobre Cristo, sobre as missões, sobre o Ministério Cristão, e sobre fazer a diferença por Jesus. Ah, sim, precisamos de um sítio para viver. Claro, precisamos de ter forma de nos deslocarmos. Claro, provavelmente precisamos de um computador hoje em dia, para podermos comunicar por e-mail. Mas deixem as vossas conversas e a vossa energia fluir sobretudo com os assuntos e a visão do Reino.

By John Piper. © Desiring God Website: www.desiringgod.org. Copied from Gospel Translations

Busque a sabedoria, encontre a vida

Transcrição do Áudio

2 Timóteo 3:15: “(…) as sagradas letras… que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus.” Agora, veja como a sabedoria trabalha. É um caminho para um objetivo. A sabedoria é sempre um bom caminho para um bom objetivo. As escrituras, como dizem, o tornam sábio para — você entende isso — sábio para a salvação. É como ir a algum lugar. A sabedoria é como chegar lá. É um meio para um fim.

Demonstro com esse texto que Paulo mostra que as escrituras comunicam para você o conhecimento necessário da realidade, o discernimento necessário das situações, e a resolução necessária para a salvação. Elas transmitem para você o que precisará para caminhar na estreita estrada da fé e obediência, que resulta em uma salvação final cheia de felicidade duradoura.

Provérbios 3:13: “Como é feliz o homem que acha a sabedoria.” A sabedoria bíblica não é uma rua sem saída no beco da miséria. É um caminho, uma estrada para uma felicidade duradoura.

Provérbios 24:13: “Coma mel, meu filho. É bom. O favo é doce ao paladar.” Saiba que a sabedoria é dessa maneira para a sua alma. A sabedoria é assim para a sua alma. Se você a encontrar, terá um futuro, um futuro doce como o mel, e sua esperança não se acabará – será doce como o mel para sempre, se você encontrar sabedoria.

Provérbios 19:8: “Quem obtém sabedoria ama-se a si mesmo”. Isso não significa “se achar adorável”. Não, não é isso o que significa. Significa “abraçar para si um futuro glorioso” Quem encontra sabedoria abraça para si um futuro glorioso.

Aqui está um belo resumo de Provérbios 8:32, 34–36. A sabedoria está falando. Gosto da maneira que ela fala. “Ouçam-me agora, meus filhos: Como são felizes os que guardam os meus caminhos! Como é feliz o homem que me ouve, vigiando diariamente à minha porta, esperando junto às portas da minha casa. Pois todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do Senhor. Mas aquele que de mim se afasta, a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte”. Poderia ser mais claro que a sabedoria é o conhecimento, a compreensão, a decisão que com sucesso leva à uma completa e duradoura alegria?

Ou em Provérbios 16:16: “É melhor obter sabedoria do que ouro” Por quê? O ouro pode comprar quase tudo. Ele não pode comprar vida. Ele não pode comprar alegria eterna. Ele pode comprar muitas coisas terrenas. Ele pode transformar homens em idiotas. “A insensatez alegra quem não tem bom senso” (Provérbios 15:21). Mas ele não pode comprar o que queremos, o que mais precisamos: felicidade completa e duradoura. Só a sabedoria, verdadeira sabedoria pode fazer isso. Aqueles que encontram a sabedoria, encontram a vida. E todos os que a odeiam, amam a morte.

Em meu escritório em casa, tenho isso pendurado na parede e passo por ele todos os dias – tenho há 17 anos. É uma caligrafia de Timothy Botts, e um amigo me mandou. É uma peça de prata fina em cima, e ouro puro embaixo. Não tenho ideia do quanto vale. Não sairá daquela moldura ao menos que alguém invada minha casa. Ela diz: “Escolha minha instrução ao invés da prata, conhecimento ao invés de escolher o ouro, porque a sabedoria é mais preciosa do que rubis”. Se você está indo trabalhar, você está indo falar – quem sabe onde você irá hoje: “Nada que você deseje pode se comparar com ela”.

Por quê? Porque ela leva à realização de todos os seus desejos.

By John Piper. © Desiring God Website: www.desiringgod.org. Copied from Gospel Translations

Como Posso Saber Se Sou Filho de Deus?

O texto a seguir é uma transcrição editada de um áudio.

Existem duas maneiras pelas quais o Espírito Santo atua, através do seu testemunho, para te garantir que estás realmente salvo.

1. Ele guia-te. No contexto, vimos o que é esta liderança: é conduzir-te para que odeies o pecado e para que traves uma batalha contra ele. “Eu odeio-o. Estou a matá-lo. Sou um assassino. Eu odeio o meu pecado acima de qualquer pessoa e acima de qualquer outra coisa.”

Será mesmo isso? Odeias o teu pecado mais do que odeias o diabo? O teu pecado é um problema bem maior do que o diabo. O diabo não pode levar-te para o inferno. O teu pecado pode. O teu pecado é o maior problema do mundo. Odeia-lo? Entras em guerra contra ele? Se o fizeres, o Espírito Santo estará bem atento a testemunhar: “Tu és meu!” Sim, porque todo aquele que é guiado pelo Espírito Santo é filho de Deus.

2. Será que tu, tal como um bebé, indefeso, sem segundas intenções, dizes, “Abba, Pai, preciso de ti”? Penso ser isso o que está implícito.

Acho que foi por isso que Paulo disse “Abba“. Por que terá ele dito “Abba” e não apenas “Pai”? Por que não terá ele dito apenas, “Todo aquele que disser “Pai” está a experienciar o testemunho do Espírito Santo”? Porque ele estava a tentar dizer, não, não, o verdadeiro testemunho do Espírito Santo é a obra no coração de uma criança. “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3).

Ele interiorizou em ti uma infantilidade – pequenina, desesperada, indefesa, “Preciso de ajuda. Não sou ninguém. Não consigo salvar-me. Preciso de ter um papá. Não consigo viver sem ajuda.” Esta é a voz do Espírito Santo. Não é a voz de um computador a dizer, “Abba, Pai.” É a sua súplica real, infantil e feliz, ao Pai.

Se odeias o teu pecado e vais condená-lo à morte, e se és uma criancinha de coração partido suplicando ao Pai, então, és um Cristão! Tu sabes que é verdade porque o Espírito Santo continua a operar em ti todas essas coisas.

By John Piper. © Desiring God Website: www.desiringgod.org. Copied from Gospel Translations

A Distância Entre a Cabeça e o Coração

O “Pensamento Sentido” de Fiódor Dostoiévski

Repetidas vezes me perguntaram: Como é que passo a minha fé da minha cabeça para o meu coração? O grande romancista russo Fiódor Dostoiévski pode não responder exatamente, mas a sua experiência indica-nos o caminho certo para encontrar a resposta.

Dostoiévski é um “romancista ideológico”. Isto é, as ideias dominam e movem as suas personagens.

As suas ideias tornam-se parte das suas personalidades, num grau tal, aliás, que nenhuma existe independentemente da outra. O seu génio inigualável enquanto romancista ideológico estava na sua capacidade de inventar ações e situações nas quais as ideias dominam o comportamento sem que este último se torne alegórico. . . . As suas maiores obras, afinal de contas, tinham sido esforços para minar as bases ideológicas a partir das quais a revolução [Bolchevique] tinha surgido. (Joseph Frank, Dostoevsky, xiv)

Para Dostoiévski, as ideias — até as banais — não eram apenas a matéria-prima a partir da qual se cria grandes personagens, mas também o combustível para manter vivas as suas próprias paixões.

Um dos seus companheiros mais próximos, Nikolai Strakhov, escreveu,

Muito frequentemente, o mais rotineiro pensamento abstrato atingia-o com uma força invulgar e atiçava-o extraordinariamente. . . . Uma ideia simples, por vezes muito comum e trivial, incendiava-o subitamente e revelava-se-lhe em todo o seu significado. Ele, por assim dizer, sentia o pensamento com invulgar vivacidade. (Ibid., xv, itálico nosso)

Frank comenta, “É esta tendência inata de Dostoiévski para “sentir o pensamento” que dá à melhor obra deste a sua marca especial.”

Pensamento Sentido

É por algo como isto que as pessoas anseiam quando perguntam, Como é que passo a minha fé da minha cabeça para o meu coração? Como posso passar das ideias para os afetos — do pensamento para o sentimento? Como é que posso experienciar um ‘pensamento sentido’?

É certamente um bom anseio. Jesus queria que a verdade na cabeça despertasse paixão no coração: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8:32, NVI). Vai libertar-vos do pecado. Vai libertar-vos daquilo a que Paulo chama “desejos enganosos” (Efésios 4:22, NVI) para um novo mundo de paixões sagradas.

O apóstolo Paulo exigiu a mesma coisa: “verdade sentida.” “[R]ejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar.” (2 Tessalonicenses 2:10, NVI). Não apenas: Rejeitaram a verdade; mas mais: Rejeitaram o amor à verdade. A verdade não era sentida como bela e valiosa.

Do mesmo modo, o apóstolo Pedro acreditava que, quando pensamentos verdadeiros substituíam a ignorância, as paixões mudariam. “Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância.” (1 Pedro 1:14, NVI). Ideias defeituosas produzem emoções defeituosas. E ideias verdadeiras produzem emoções verdadeiras. É por isto que Pedro enuncia verdades espantosas em 1 Pedro 1:3–5, e depois diz, “Nisso vocês exultam” (1 Pedro 1:6, NVI).

O Sentimento é o Fruto da Aflição

Mas as ideias bíblicas nem sempre atiçaram paixões sagradas em Dostoiévski. Na década de 1840, Dostoiévski leu a Bíblia à luz do Socialismo utópico. Frank diz que as ideias de Dostoiévski “podem ser consideradas como tendo sido inspiradas pelo Cristianismo, embora reformulando o respetivo ethos em termos de problemas sociais modernos.”

Algo mudou a forma como Dostoiévski sentia o pensamento. Dostoiévski foi preso por causa das suas visões políticas, exposto à simulação de uma execução e depois sentenciado a trabalhos forçados na Sibéria.

Como resultado, o cristianismo anteriormente “secular” de Dostoiévski sofreu uma metamorfose crucial. Até aqui, tinha sido dedicado à melhoria da vida na terra; agora, esta finalidade, sem ser abandonada, ficara ofuscada na sombra da consciência da importância da esperança da eternidade enquanto trave-mestra da existência moral. Dostoiévski disse que os quatro anos que passou no campo prisional foram responsáveis pela “regeneração das [suas] convicções.” Agora o seu “pensamento sentido” passara a ser diferente. Agora as ideias estavam diferentes. A verdade estava diferente. E o modo como sentia estes pensamentos estava diferente.

Esta é a resposta para a qual a experiência de Dostoiévski aponta. O “pensamento sentido” por que todos ansiamos — enraizado em pensamentos verdadeiros, e inflamado de verdadeiro sentimento — surge como fruto da aflição. O sofrimento por que passou na Sibéria forjou o verdadeiro “pensamento sentido.”

Não Podemos Causar a Sibéria

Esta não é a resposta que a maioria de nós quer ouvir quando pergunta, Como é que passo a minha fé da minha cabeça para o meu coração? Não podemos inscrever-nos num curso da Sibéria. Não podemos ler a Sibéria. Não podemos memorizar a Sibéria. Não podemos pedir a ninguém que nos atribua a responsabilidade pela Sibéria. Não nos cabe a nós causar a Sibéria.

Cabe a Deus.

E nós podemos preparar-nos. Existem pensamentos verdadeiros e pensamentos falsos sobre como a Sibéria vem de Deus. Por que motivo vem. Como devemos responder. Podemos tratar de separar esses pensamentos segundo a Bíblia. E podemos rezar. Então, quando chegar a hora que Deus definiu para a nossa Sibéria, estaremos preparados. E Deus impelirá a nossa fé da nossa cabeça para o nosso coração, onde irá cravá-la como uma estaca. E nunca mais seremos os mesmos.

By John Piper. © Desiring God Website: www.desiringgod.org. Copied from Gospel Translations

Nem Só de Pão Viverá o Homem

Mateus 3:16-4:4

Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento, o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, de quem me agrado”. Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O tentador aproximou-se dele e disse: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”. Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’”.

Até agora neste ano, vimos os profetas e mestres de Antioquia jejuar em Atos 13 e ouvimos Jesus nos ensinar que, quando o noivo, ou seja, ele mesmo, for tirado do mundo, os assistentes do noivo, ou seja, nós, seus discípulos, jejuaremos. E hoje veremos o próprio Jesus, o Filho de Deus, jejuando.

Duas esperanças para esta mensagem

Tenho duas esperanças para esta mensagem. Uma é que conheçamos Jesus melhor. Na semana passada, nós o ouvimos fazer a incrível afirmação de que o noivo havia chegado. Deus se chamava noivo e marido de Israel no Antigo Testamento. Agora, aqui está Jesus dizendo – o noivo está aqui. Hoje, neste texto, vemos Jesus como o representante e chefe de um novo Israel, como uma espécie de novo Josué se preparando para levar seu povo para a terra prometida, mas primeiro sendo testado no deserto.

Minha outra esperança, além de conhecer Jesus melhor, é entender melhor o jejum e ver mais profundamente seu valor espiritual para nós, tanto individualmente como igreja. Acho que deveríamos parar para perceber que o Filho de Deus começou o ministério de sua vida com um jejum de 40 dias. Devemos parar e pensar sobre isso. Deveríamos perguntar: E eu, Senhor? Posso enfrentar os desafios gigantescos da minha vida cristã sem participar do jejum de Jesus?

Como igreja, podemos experimentar a plenitude do poder e bênção de Cristo sem buscar humildemente o Senhor em jejum? Estes são dias cruciais na Bethlehem. Sinto uma agitação em meu coração pelo que Deus está preparando para nós. Quando a equipe jejuou e orou na última quarta-feira, o Senhor teceu algumas palavras carregadas de esperança. O último parágrafo do meu relatório anual de 1994 foi assim:

E, finalmente, obrigado a todos por sua oração e incentivos infalíveis. Se eu estou feliz neste trabalho, é porque você orou. Que privilégio estar aqui! Há uma brisa fresca soprando. Minhas velas estão içadas. O céu está clareando. O Senhor está a bordo e me diz que há uma boa pesca de homem não muito longe daqui.

Meu coração clama por uma obra mais profunda de Deus em nosso meio! Uma obra que trará um novo nascimento sobrenatural semana após semana através de suas vidas ungidas em todas essas cidades. É por isso que o jejum está na linha da frente. Charles Spurgeon, o pastor de Londres de um século atrás, disse:

Nossas épocas de jejum e oração no Tabernáculo foram, de fato, dias maravilhosos; nunca o portão do céu estivera tão largo; nunca nossos corações estiveram tão perto da Glória central.

Meu coração anseia para que nós, como igreja, estejamos mais perto da Glória Central, estejamos tão perto do fogo que queimemos com o zelo de Jesus por seu nome e por este mundo que perece.

Então, olhemos agora para o seu jejum.

O jejum de 40 dias de Jesus

Mateus 3:16 diz que, depois de ser batizado, Jesus saiu da água e os céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre ele como uma pomba. Sabe, o Espírito Santo sempre esteve com Jesus. Ele foi concebido pelo Espírito Santo. Mas essa foi uma unção, derramamento ou batismo especial que repousaria sobre Jesus durante seu ministério público de três anos. Ele foi batizado para se identificar conosco em sua submissão ao governo e à justiça de Deus. E o Espírito Santo veio sobre ele, assim como ele vem sobre nós, para capacitá-lo e guiá-lo nas enormes demandas de seu ministério.

O Agrado do Pai e a Liderança do Espírito

Quando o Espírito vem sobre Jesus, Deus Pai diz (v. 17): “Este é o meu Filho amado, de quem me agrado.” Um dos efeitos maravilhosos dessas palavras é que elas garantem a nós e a Jesus que toda a miséria e dor que Jesus estava prestes a sofrer não era devido ao descontentamento de seu pai.

Isso se torna especialmente importante quando você nota no próximo versículo (Mateus 4:1) qual é o primeiro ato do Espírito no ministério de Jesus. Diz assim: “Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo.” O primeiro ato do Espírito no ministério de Jesus é conduzi-lo ao deserto e expô-lo aos testes de Satanás.

Jesus se Prepara para o Combate Jejuando

Sob a liderança do Espírito, Jesus preparou-se para encontrar o diabo jejuando. O Espírito de Deus desejou que o Filho de Deus fosse testado antes de embarcar em seu ministério, e ele desejou que Jesus saísse vitorioso neste teste através do jejum. Jesus triunfou sobre o grande inimigo de sua alma através do jejum.

Me parece que esta história deveria nos dar uma sacudida. Aqui Jesus está prestes a dar início ao ministério público mais importante da história do mundo. A justica e salvação do mundo dependem de sua obediência Ninguém escaparia da condenação sem esse ministério de sofrimento obediente, de morte e de ressurreição. E Deus deseja que, desde o início, seu ministério seja ameaçado de destruição – a saber, as tentações de Satanás para fazê-lo abandonar o caminho da humildade, do sofrimento e da obediência. E de todas as centenas de coisas que Jesus poderia ter feito para combater essa tremenda ameaça à salvação, ele é levado ao jejum. Ao jejum!

Se Satanás tivesse conseguido afastar Jesus do caminho da obediência humilde e do sofrimento, não haveria salvação. Ainda estaríamos em nossos pecados e sem esperança. Portanto, devemos nossa salvação ao jejum fiel de Jesus. Este é um tributo notável ao jejum. Não passe por cima disso. Pense bem nisso. Jesus começou seu ministério com jejum. E ele triunfou sobre seu inimigo através do jejum.

Deuteronômio 8:2–3 Paralelo a Mateus 4:1–4

Para ver o significado completo de tudo isso, vá para Deuteronômio 8. Toda vez que Jesus responde às três tentações do diabo no deserto, ele cita Deuteronômio. “Nem só de pão viverá o homem”—Deuteronômio 8:3; “Não ponham à prova o Senhor, o seu Deus”—Deuteronômio 6:16; e “Temam o Senhor, o seu Deus e só a ele prestem culto”—Deuteronômio 6:13.

Jesus é Tentado no Deserto

Isso é muito significativo. Aqui Jesus é guiado pelo Espírito ao deserto – ao deserto – e para combater as tentações de Satanás, Jesus cita passagens de Deuteronômio, todas as quais são faladas por Moisés ao povo de Israel sobre seu tempo de peregrinação no deserto. Mateus 4:3–4 diz que

“O tentador aproximou-se dele e disse: ‘Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.’ Jesus respondeu: ‘Está escrito: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”’.”

As Palavras de Moisés Sobre o Tempo de Israel no Deserto

Agora observe Deuteronômio 8: 2–3 e marque os paralelos que você vê entre essa situação no deserto e a situação de Jesus no deserto. Moisés diz ao povo,

Lembrem-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto [NOTA: assim como Jesus foi guiado pelo Espírito no deserto] durante estes quarenta anos [NOTA: assim como Jesus ficou lá por quarenta dias], para humilhá-los e pô-los à prova [NOTA: assim como Jesus foi “provado”], a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não. 3 Assim, ele os humilhou e os deixou passar fome [NOTA: assim como Jesus passou fome devido ao seu jejum]. Mas depois os sustentou com maná, que nem vocês nem os seus antepassados conheciam, para mostrar a vocês que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor.

Qual o significado desses paralelos?

Existem muitas semelhanças entre o que está acontecendo com Jesus aqui no deserto e o que estava acontecendo com o povo de Israel para pensar que os paralelos são simplesmente acidentes. O que isto significa?

Significa que Deus agora está se preparando para libertar seu povo – o novo Israel – da escravidão egípcia do pecado e enviá-lo à terra prometida de perdão e retidão, paz, alegria e vida eterna. Para fazer isso, ele enviou um novo Josué – Josué e Jesus são exatamente a mesma palavra em grego (Atos 7:45). Este novo Josué figura como chefe e representante de todo o povo. Em nome do povo, ele será agora levado por Deus ao deserto. Serão 40 dias para representar 40 anos. Ele será testado como Israel foi testado. E ele terá fome como Israel teve fome. E se ele triunfar, ele e todo o seu povo entrarão em segurança na terra prometida.

O Objetivo do Jejum de Jesus (e do nosso)

Agora podemos ver mais claramente o significado do jejum de Jesus.

Identificação Voluntária com o Povo de Deus

Não foi uma decisão arbitrária tomada à beira da concretização das tentações satânicas. Foi um ato voluntário de identificação com o povo de Deus em sua privação e provação no deserto. De certa forma, Jesus estava dizendo: “Fui enviado para conduzir o povo de Deus do Egito do pecado para a terra prometida da salvação. Para fazer isso, devo ser um deles. Foi para isso que nasci. Portanto, vou passar pelos testes que eles passaram. Eu os representarei no deserto e permitirei que meu coração seja sondado com jejum para mostrar onde está minha lealdade. E com a ajuda do Espírito triunfarei nesse jejum, vencerei o diabo e liderarei todos os que confiam em mim para a terra prometida da glória eterna “.

Um Meio de Combater Satanás

Em outras palavras, o jejum de Jesus fazia parte de seus testes, assim como a fome do povo de Israel no deserto. Mas isso não significa que o jejum não era um meio de combater Satanás. Porque o jejum revela onde está seu coração. E quando o coração prova que ama a Deus mais que o pão, Satanás não tem o ponto de apoio que ele teria se nosso coração estivesse apaixonado por coisas terrenas como o pão.

Provando Nossos Corações

O povo de Deus é frequentemente chamado a prosseguir a vida sem aquilo que é considerado normal, comum. O jejum é uma experiência breve e voluntária dessa privação, que tem por objetivo provar nossos corações. Quando experimentamos essa vida sem isso ou aquilo, o Senhor revela o que está em nossos corações. O que nos controla? Richard Foster explica em seu capítulo sobre o jejum,

Mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. Este é um benefício maravilhoso para o verdadeiro discípulo que deseja ser transformado à imagem de Jesus Cristo. Encobrimos o que está dentro de nós com comida e outras amenidades, mas, ao jejuar, essas coisas surgem. Se é o orgulho que nos controla, isso será revelado quase que imediatamente. Davi disse, ” castiguei com jejum a minha alma” (Sl. 69:10). Raiva, amargura, ciúme, conflito, medo – se estiverem dentro de nós, surgirão durante o jejum. A princípio, racionalizaremos que nossa raiva se deve à nossa fome; depois, descobriremos que estamos com raiva porque o espírito de raiva está dentro de nós. Podemos nos regozijar com esse conhecimento porque sabemos que a cura está disponível através do poder de Cristo.

O que é que nos escraviza? Quais são, de fato, nossas paixões? O jejum é o campo de prova de Deus – e também é o campo de cura. Vamos murmurar como os israelitas murmuraram quando não tinham pão? Vamos deixar o caminho da obediência e transformar pedras em pão? Ou viveremos “de toda palavra que procede da boca de Deus”? O jejum é uma maneira de revelar a nós mesmos e confessar a Deus o que está em nossos corações.

O Objetivo do Jejum

E o objetivo do jejum é que passemos a confiar menos em comida e mais no próprio Deus. Esse é o significado das palavras em Mateus 4: 4: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Toda vez que jejuamos, estamos dizendo juntamente com Jesus: “Não só de pão. Mas de ti, Senhor. Não só de pão, mas de ti, Senhor”. Para concluir, deixe-me mostrar rapidamente por que eu acho que Jesus está dizendo que devemos confiar em Deus, não no pão.

Porque Devemos Confiar em Deus, Não no Pão

Vem do contexto de Deuteronômio 8: 3, de onde Jesus tira essa palavra de Mateus 4: 4

[Deus] os sustentou com maná, que nem vocês nem os seus antepassados conheciam, para mostrar a vocês [NOTE BEM!] que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor.

Ele lhes deu maná – uma comida totalmente inédita que caia do céu – Por quê? Para que eles aprendessem a viver de tudo o que vem da boca de Deus. E como que o milagroso maná ensina isso? Porque o maná é uma das provas mais incríveis de que, com uma mera palavra, Deus pode se revelar e atender às suas necessidades quando todo o resto parece não ter esperança.

Mas observe o que Satanás faz com isso. Satanás diz a Jesus: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.” Eu outras palavras, “Faz aquele negócio lá do maná. Produza maná como você produziu no deserto. Se o objetivo do maná no deserto era ensinar as pessoas a esperar milagres em tempos de perigo, sirva-se de um pouco de pão milagroso, e assim você estará obedecendo às Escrituras.”

E Jesus responde, “Você chegou tão perto, mais ao mesmo tempo está tão longe. Você sempre lidou com a Palavra de Deus dessa maneira, tão sutil. Você faz soar como se aprovasse a Palavra de Deus, mas na verdade você distorce cada palavra contra ele. O ponto é este, Satanás: Não deposite sua confiança no pão, nem mesmo em um pão milagroso. Confie em Deus. Não obtenha suas mais profundas satisfações na vida de alimentos, nem mesmo dos alimentos milagrosos feitos por Deus, mas satisfaça-se em Deus. Toda palavra que sai da boca de Deus revela o próprio Deus. E é dessa auto-revelação que nos alimentamos. Isso vai durar para sempre. Esta é a vida eterna. Retire-se daqui, Satanás. Deus é a minha porção. Não vou me afastar do seu caminho e da sua comunhão, nem mesmo pelo maná milagroso”.

Convido você a deixar Deus provar seu coração em jejum nesta quarta-feira. Veja se ele não lhe revela algumas coisas profundas e se entrega a você como alimento.

By John Piper. © Desiring God Website: www.desiringgod.org. Copied from Gospel Translations